terça-feira, 14 de abril de 2026

 


Existe policial de esquerda? A escolha do voto policial deve basear-se na busca por coerência entre a função e a ideologia política.

A incompatibilidade com pautas de esquerda fundamenta-se na visão sociológica do crime, que tende a relativizar a responsabilidade individual em favor de causas estruturais.

Soma-se a isso, no caso do policial militar, a defesa da desmilitarização, vista como uma ameaça à hierarquia e à estabilidade da carreira.

Outro ponto crítico é a resistência de setores progressistas a salvaguardas jurídicas para o agente, o que gera insegurança legal no exercício do dever.

O desarmamento civil é um fator que aumenta a assimetria de força, reforçando a sensação de que o cidadão de bem é desarmado enquanto o crime se fortalece por vias ilegais, além de limitar a autodefesa do profissional.

A cartilha de esquerda prioriza o controle externo rigoroso e a punição de excessos, por vezes ignorando as condições extremas e o estresse do combate ao crime organizado.

Por fim, quando o discurso político foca excessivamente na “humanização do detento” em detrimento das condições de trabalho do agente, cria-se um abismo entre o governo e a ponta da linha.

Assim, o voto deve ser direcionado a plataformas que priorizem o princípio da autoridade e o respaldo incondicional a quem aplica a lei. Esse parece ser o caminho mais lógico para a preservação da própria instituição policial e da segurança da sociedade.