O tiroteio na sala da major Caroline Ferreira Souza, no Departamento de Apoio Logístico da Polícia Militar da Bahia (DAL-PM), na Vila Militar do Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, ocorreu após a soldado Beatriz Ferreira Soares da Silva Andrade ser informada da abertura de um inquérito contra ela, segundo fonte policial.
"O que houve foi um gatilho, porque a soldado Ana Beatriz recebeu a comunicação da abertura de um inquérito que investigaria uma discussão que ela teve com outra policial no período do Carnaval.
Ao ser comunicada sobre isso, ela foi até a sala da major, na unidade em que era lotada, questionar a situação”, conta a fonte, que fala sob anonimato.
Dentro da sala, Beatriz teria efetuado ao menos um disparo, que atingiu a major, e acabou sendo neutralizada por tiros disparados por um tenente-coronel que estava no local, percebeu a movimentação da soldado e tentou contê-la.
Segundo informações iniciais, Beatriz teria sido atingida por ao menos três disparos, enquanto Caroline levou um tiro no rosto.
A fonte ouvida pela reportagem pondera que a soldado não foi até a sala da major com a intenção de atirar contra ela. "O que temos, até o momento, é que a soldado teve um surto psicótico por conta da pressão que ela vem sofrendo.
Então, essa situação foi decorrente de um momento em que ela surtou e perdeu o controle. No entanto, a soldado não foi até a sala da major para matá-la”, complementa a fonte.
A PM ainda confirmou a intervenção de um terceiro policial, que seria o tenente-coronel, para neutralizar a soldado. “Diante do ocorrido, houve intervenção para conter a ação, momento em que a autora também foi atingida.
As duas policiais foram levadas para o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). A major Caroline deu entrada na unidade em estado grave.
A corporação lamentou o ocorrido e informou que presta apoio e acompanhamento aos familiares e aos integrantes da instituição.
Nenhuma das duas está sob risco de vida.
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