sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

 






A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que a Força Municipal começará a atuar nas ruas já em março, com um aparato que chama atenção pelo volume de equipamentos e pela ênfase no monitoramento tecnológico.

Segundo o supervisor Carnevale, além das câmeras corporais individuais, cada agente contará com um botão para acionar o “modo ocorrência”, que inicia automaticamente a gravação, sem necessidade de manuseio. A promessa é de mais transparência e rastreabilidade das ações em campo.

A corporação terá 118 veículos — entre pick-ups, motocicletas e vans — destinados ao patrulhamento preventivo e ostensivo, motorizado ou a pé, com atuação em duplas ou trios. Também foram entregues 1.500 pistolas Glock, além de equipamentos de menor potencial ofensivo, como tonfas e tasers, uniformes e EPIs.

Toda a atuação será integrada aos sistemas do Centro de Operações e Resiliência (COR), com monitoramento 24 horas por dia e uso obrigatório de câmeras corporais durante o serviço.

O discurso oficial aposta na tecnologia, na ostensividade e no controle das ações. Resta saber, na prática, como será a integração com as demais forças de segurança, quais serão os limites de atuação da Força Municipal e se o investimento em equipamentos virá acompanhado de treinamento adequado, protocolos claros e respeito rigoroso à legalidade. Segurança pública não se faz apenas com viaturas, armas e câmeras, mas com planejamento, responsabilidade e transparência real.