domingo, 4 de janeiro de 2026


 Sou escrivão e estou esgotado. Não é drama, é realidade. O que vivemos hoje na Polícia Civil ultrapassa qualquer limite do razoável. A carga de trabalho é desumana, contínua, sem pausa, sem respiro. Ocorrência atrás de ocorrência, cidades acumuladas, sistemas lentos, estrutura precária e a sensação diária de que estamos enxugando gelo.

Não é apenas sobre salário. É sobre saúde mental, física e dignidade. Trabalhamos mais do que qualquer outro servidor da instituição e, mesmo assim, seguimos invisíveis. A chefia cobra resultados como se houvesse efetivo suficiente, como se não estivéssemos no limite. Não há escuta, não há cuidado, só cobrança.

O resultado é previsível: servidores adoecidos, afastamentos constantes, desmotivação generalizada. Quem fica carrega o peso de quem saiu, e o ciclo se repete. A Polícia Civil precisa, urgentemente, de investimento em estrutura e pessoal. Do jeito que está, ninguém aguenta mais. Isso não é reclamação, é um pedido de socorro.